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Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero-Americano

As bibliotecas nacionais do Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e Panamá lançaram no último dia  18/09/12 (terça-feira)  a Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero-Americano (BDPI), que reúne seus acervos em um único portal da web. Serão quase 136 mil itens, como fotografias, desenhos, partituras, gravações e monografias, entre outros itens.

O portal, desenvolvido pela Biblioteca Nacional da Espanha (BNE), foi apresentado durante a 23ª Assembleia da Associação de Bibliotecas Nacionais da Região Ibero-Americana (ABINIA), que segue até sexta-feira. O objetivo é integrar em uma mesma página web os recursos digitais de todas as bibliotecas participantes e permitir o acesso a tais conteúdos a partir de um único ponto de consulta.

Reportagem do jornal Valor Econômico informa que a Unesco uniu-se à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para fazer a Biblioteca Digital Mundial, com a proposta de reunir os acervos digitais das principais coleções ao redor do mundo.

Mas as iniciativas são apenas duas das muitas em andamento, segundo o Valor. A americana Open Library já tem 20 milhões de itens digitalizados. O Projeto Gutenberg reúne 40 mil livros em formato eletrônico em diversos idiomas.

No Brasil, a Biblioteca Nacional começou a digitalizar seu acervo em 2001. Hoje são seis milhões de páginas disponíveis em formato eletrônico. O projeto mais recente da Biblioteca Nacional é a Hemeroteca Digital, que reúne jornais, revistas e periódicos desde 1808, quando a imprensa foi criada no Brasil, até 2010.

Há quem acredite que, com o crescente apelo do texto digital, a biblioteca tradicional será abandonada no futuro. Mas também existem visões mais otimistas, que consideram que pelas quais as coleções digitais são uma extensão – e não um substituto – dos acervos físicos.

“A biblioteca tradicional ganha visibilidade com a digitalização. Uma pessoa que mora longe pode acessar o acervo a qualquer momento”, diz Angela Bittencourt, coordenadora da Biblioteca Nacional Digital. Além disso, a digitalização ajuda a resolver o problema de manutenção da integridade da obra física, especialmente livros raros.

Os direitos autorais são um dos principais fatores que restringem o processo. As bibliotecas podem até digitalizar seus acervos integralmente, mas só podem dar acesso eletrônico aos livros de domínio público ou obras das quais tenham obtido permissão prévia dos autores.

Reportagem original no Cultura e Mercado você encontra aqui.
 

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Sobre André Coelho

André Coelho
Economista formado pela UFBA com Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional e Urbano pela UNIFACS, é também especialista em Gerenciamento de Projetos na FGV. Ministra aulas em diversas universidades para turmas de engenharia, logística e publicidade.

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