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Brasil: o segundo mercado imobiliário que mais valorizou no mundo

A casa própria é um sonho de todos quando passamos para a vida adulta. O destravamento do crédito imobiliário possibilitou a realização desse sonho para 1 milhão de famílias brasileiras.

O aumento da demanda nesse mercado de “Real Estate” vem aumentando muito nos últimos anos e junto com ele, os preços também. Essa alta no mercado imobiliário encontra-se diretamente vinculada à expansão econômica. Atualmente, as incorporadoras lançam cada vez mais prédios mais luxuosos e confortáveis e o número da população aumenta cada vez mais.

Em 2009, o aumento do valor dos imóveis foi de 22%, o terceiro maior do mundo. Em 2010, o Brasil passou para primeiro lugar no ranking das maiores altas, a valorização chegou a 25%, tornando o mercado imobiliário brasileiro o mais caro da América Latina, não deixando de lembrar que é mais barato do que outros países emergentes.

Os que compraram suas casas antes dessa alta no mercado imobiliário saíram beneficiados; seus patrimônios deram um salto. Mas também houve desvantagens para algumas outras pessoas cuja renda e capacidade de endividamento não aumentaram no mesmo ritmo dos preços e se viram impedidos de comprar a casa própria, tendo de alugar o imóvel.

Com uma grande pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas sobre o mercado imobiliário brasileiro, no último ano, a alta média dos imóveis foi de 23% – a segunda maior do mundo. O Brasil só perdeu para a Índia. No entanto, nos últimos seis meses, vemos uma desaceleração no ritmo: durante esse período, a alta foi de apenas 8,4%. Os imóveis não estão mais subindo como anteriormente, e não estão caros em uma comparação internacional. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, o financiamento das unidades em torno do país caiu para 1% com relação ao mesmo período em 2011. E essa queda no ritmo se dá devido às incertezas do mercado internacional, o que faz com que o povo brasileiro leve mais tempo para realizar uma compra. Hoje, o consumidor brasileiro analisa os projetos com mais cautela. Quando os preços sobem muito, as pessoas criam expectativas de esses preços diminuírem para então comprar um imóvel. Porém, o caminho que o Brasil está seguindo é bom, mesmo que distante dos países fortes.

A desaceleração nos lançamentos dá-se em razão é da baixa da venda do estoque de imóveis. Por conta disso, é previsível que as incorporadoras liquidem os imóveis, e para quem queira adquirir um, esse será o momento certo. No entanto, estima-se que os preços, em média, aumentarão mais ou menos de acordo com a inflação, de acordo com o padrão dos mercados mais maduros.

Houve algumas razões que trouxeram problemas para o mercado imobiliário, tais como: alta nos preços de matérias – primas, “gargalos” de logística e mão – de – obra escassa, dentre outras. Como conseqüência, o mercado imobiliário sofre problemas com prazos de entrega de apartamentos, carência de qualidade e claro, clientes insatisfeitos.

O pressentimento que se tem é de que, nos próximos meses, os juros para o crédito imobiliário caiam (de acordo com o último relatório do Banco Central, o qual aponta uma taxa básica de juros de 8% nesse ano). Os consumidores são atraídos quando o gasto do financiamento cai. Assim mostrou alguns mercados internacionais como o Chile, com 7,5 % na taxa de juros dos imóveis em 2002 para 4,5% atualmente, resultando de 12% para 20% do PIB a participação do crédito imobiliário.

Aqui no Brasil, esse crédito imobiliário apenas representa 5% do PIB brasileiro. Em comparação com o mercado internacional, os imóveis no país estão baratos. No entanto, há chances de aumento para os próximos anos, isto é, os sinais são positivos.

Só de vermos que o mercado imobiliário brasileiro hoje é o segundo mais valorizado do mundo, isso já é um grande passo para nós. A tendência, por enquanto, é que essa valorização permaneça equilibrada.

Estamos e continuamos acompanhando esse segmento, uma vez que qualquer negociação que envolva bens imobiliários necessita, certamente, de profissionais engajados para providenciarem suporte e garantias suficientes e necessárias ao potencial comprador e, sem se esquecer também, do outro lado da moeda, que é o próprio vendedor.

Desta forma, um excelente trabalho de “due diligence” do imóvel em questão, análise dos instrumentos contratuais e desenvolvimento de uma excelente estrutura, que otimize a aquisição, particularmente sob a ótica tributária são essenciais dos negócios imobiliários.

Texto original por Cristina de A. Salvador e Carolina de Lima Zanelato no Migalhas você encontra aqui.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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