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Certificação LEED

Quantidade de empreendimentos certificados pelo selo GBC Brasil dobra no último ano e expectativa é que crescimento continue ascendente.

Os 34 edifícios que receberam a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) do GBC Brasil (Green Building Council) representam números ainda incipientes, especialmente se comparados aos mais de 40 mil projetos industriais e comerciais já aprovados ou em processo de avaliação pelo GBC americano. Em 2011, apenas 17 edificações receberam o mesmo selo em todo o território nacional.

De acordo com Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil, outros cerca de 620 projetos estão em processo de avaliação. Alguns podem, inclusive, serem aprovados nas próximas semanas, o que aumentaria ainda mais o crescimento entre 2011 e 2012. Ele conta, ainda, que a tendência de crescimento se deve ao próprio processo de certificação, que depende do prazo de conclusão do projeto, que pode ser de até cinco anos.

Assim, somente agora empreendimentos contratados em 2008 e 2009 estão sendo certificados. “O Leed exige que cerca de seis meses após a entrega o empreendimento passe por avaliações de desempenho, que atestem os valores de consumo e conforto previstos na proposta de certificação”.

A demanda vem da construção civil

Outro ponto que pesa a favor da demanda é o preparo do setor da construção civil para atender às 39 recomendações do GBC para construções sustentáveis. Um grande problema inicial apontado por Casado era a barreira de fornecedores, por conta da falta de documentação que atestasse a sustentabilidade da operação e produção dos fabricantes. Mas, de acordo com o gerente técnico do GBC, esse obstáculo preocupa cada vez menos. “O setor tem respondido muito rápido”, assegura.

Custos em queda

A disseminação dos conceitos de sustentabilidade por todos os elos da cadeia de produção da construção fez com que os custos caíssem significativamente. “Conforme aumenta a quantidade de empreendimentos em certificação, mais os custos são reduzidos”, analisa o especialista.

Dados mostram que, se em 2006 uma edificação sustentável custava até 30% mais para ser construída – valor adicional estimado para a construção da Agência do Banco Real na Granja Viana –, em 2012 o acréscimo em comparação a construções convencionais é de entre 2% e 7%.

Não apenas na fase de construção está a economia; os custos com operação e manutenção de edificações sustentáveis também se mostram até 9% menores se comparados a construções sem certificação.
Assim, o investimento adicional feito durante o projeto e a construção se paga em entre cinco e dez anos após a entrega. “Há uma valorização maior do imóvel para a venda, que chega a ser de até 20%”, diz.

Embora o setor venha se conscientizando, Casado diz que, no máximo, 1,5% do que é construído no País leva em conta os conceitos de sustentabilidades pregados pelo Leed.

“Em mercados mais desenvolvidos, esse valor chega a 10%”, compara. Por isso, ele acredita que há muito espaço para o crescimento na quantidade de edificações certificadas no Brasil.

Selo residencial

Atualmente, está em desenvolvimento no GBC Brasil um referencial para casas sustentáveis, que tem como finalidade disseminar parâmetros nacionais de sustentabilidade para residências unifamiliares ou multifamiliares.

O selo contempla, ainda, questões referentes à viabilidade econômica, criação de ambientes mais saudáveis, redução da extração de recursos naturais do ambiente e conscientização da demanda do setor residencial.

Nesse processo, mais uma surpresa. Casado diz que, inicialmente, eram esperados não mais do que dez projetos-pilotos para a concorrência. No entanto, mais de 25 projetos foram inscritos o que, diz, demonstra que o mercado está ansioso por esse tipo de certificação.

Mais informações sobre o LEED e o GBC Brasil podem ser obtidas no seu site.

Este veio direto do Portal HSM, uma fonte obrigatória de informações e atualidades para quem está interessado em gestão!

Veja também mais informações sobre o Selo Residencial do LEED aqui.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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