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Materiais e equipamentos puxam a alta do INCC-M em Outubro, enquanto serviços desaceleram e mão de obra não varia pelo segundo mês consecutivo.

INCC-M cresce 0,20% em Outubro

Materiais e equipamentos puxam a alta do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) em outubro, enquanto serviços desaceleram e mão de obra não varia pelo segundo mês consecutivo.

Com base no relatório divulgado pela FGV, o preço para construir no Brasil ficou mais caro subindo 0,20% na passagem de setembro para outubro. Este número representa uma nova aceleração após a alta de 0 16% registrada em setembro.

Puxado pela alta dos itens componentes do grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, que subiram 0,43% no período. Destaca-se a aceleração dos valores correspondentes a materiais para estrutura (de 0,2% para 0,31%), materiais para instalação (de 0,38% para 0,78%) e materiais para acabamento (de 0,46% para 0,73%). Equipamentos para transporte de pessoas, no entanto, desacelerou a alta entre os meses de setembro e outubro (de 1,07% para 0,86%).

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,22%, em setembro, para 0,05%, em outubro. Neste grupo, vale destacar a desaceleração dos preços do subgrupo de projetos, cuja variação passou de 0,45% para 0,01%. Os preços referentes à Mão de Obra não registraram variação pelo segundo mês seguido.

Este resultado está dentro do intervalo estimado (0,15% a 0,22%) pelos analistas da AE Projeções e ligeiramente acima da mediana de 0,19%. No ano a alta acumulada é de 6,14% e de 6,66% nos últimos 12 meses.

A inflação da construção civil ficou mais alta em cinco de sete capitais pesquisadas pela FGV: Brasília (de 0,03% em setembro para 0,14% em outubro), Recife (0,02% para 0,30%), Rio de Janeiro (0,06% para 0,19%), Porto Alegre (0,04% para 0,16%) e São Paulo (0,25% para 0,26%). Em contrapartida, Salvador (0,18% para 0,19%) e Belo Horizonte (0,19% para 0,09%) registraram desaceleração.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Sobre o INCC

Concebido com a finalidade de aferir a evolução dos custos de construções habitacionais, configurou-se como o primeiro índice oficial de custo da construção civil no país. Foi divulgado pela primeira vez em 1950, mas sua série histórica retroage a janeiro de 1944. De inicio, o índice cobria apenas a cidade do Rio de Janeiro, então capital federal e sua sigla era ICC.

Nas décadas seguintes, a atividade econômica descentralizou-se e o IBRE passou a acompanhar os custos da construção em outras localidades. Além disso, em vista das inovações introduzidas nos estilos, gabaritos e técnicas de construção, o ICC teve que incorporar novos produtos e especialidades de mão-de-obra.

Em fevereiro de 1985, para efeito de cálculo do IGP, o ICC deu lugar ao INCC, índice formado a partir de preços levantados em oito capitais estaduais. No processo de ampliação de cobertura, o INCC chegou a pesquisar preços em 20 capitais. Atualmente a coleta é feita em 7 capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília). O índice é divulgado nas versões 10, M e DI.

INCC em resumo

  • Principais usos: Apura a evolução dos custos no setor da construção, um dos termômetros do nível de atividade da economia;
  • Abrangência Geográfica: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, e Porto Alegre.
  • Abrangência Setorial: Materiais e equipamentos, serviços e mão-de-obra.
  • Período de Coleta: INCC-DI, pesquisado entre o 1º e o último dia do mês de referência; INCC-M, entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência; INCC-10, entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
  • Periodicidade: Mensal
Notas e Referencias

O relatório publicado pela FGV você pode baixar clicando neste link: Relatório FGV INCC-M Out 14.
 
Além do relatório, foram também utilizados como fontes as análises do Valor Econômico, do Diário de Pernambuco e do portal R7. O histórico do INCC está no site da FGV/IBRE.
 
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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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