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Inovar é unir tecnologia, meio ambiente e mercado

Inovar é fazer conexões entre competências tecnológicas e as necessidades dos consumidores, funcionários e meio ambiente. A afirmação é do gerente de Marketing Corporativo da 3M do Brasil, Luiz Serafim. “Não adianta criar algo diferente que dê apenas retorno financeiro. Se é apenas criatividade, não é inovação”, defende.

Segundo Serafim, o segredo do sucesso da 3M que, entre outros produtos lançou o Post-it (papel adesivo), é o foco na inovação – a empresa faturou R$ 4,7 bilhões em vendas em 2011. Para isso, é preciso repensar toda a cadeia de produção constantemente, pensando no futuro e nas tendências. “É certo que isso exige investimentos e dá trabalho, pois é necessário analisar todos os processos da empresa.”

Na palestra que fez na 5ª Feira e Congresso Internacionais de Soluções Ecoeficientes, em São Paulo, Serafim explicou que a 3M investe 4% do que lucra com a venda de seus produtos em inovação e espera que 40% de seu crescimento econômico anual venha de novos itens. Não é à toa que a empresa tem mais de 43 mil patentes e atua em 46 plataformas tecnológicas diferentes.

Serafim considera que a inovação está sempre atrelada a resultados, sejam eles econômicos ou de bem-estar. “Satisfação de funcionário também conta, afinal influencia diretamente na produtividade.” Ele defende que esse tipo de investimento beneficie a todos os envolvidos, facilitando a vida do consumidor, melhorando a rotina de trabalho dos funcionários e reduzindo impactos no meio ambiente.

Além de ficar atenta às tendências e necessidades do mercado, a empresa defende a redução do desperdício. Há anos a 3M segue o mote Poluição é perda, e a perda de hoje nos leva à escassez de amanhã. Para solucionar esse tipo de questão foi criado o Programa Prevenção da Poluição se Paga, ou 3P. A intenção é reduzir ao máximo a poluição e o desperdício tanto na cadeia produtiva quanto do produto final. Atualmente no Brasil são cerca de 40 projetos para reduzir os impactos ambientais e, ao mesmo tempo, crescer economicamente. “Redesenhar a produção substituindo matérias-primas, pensando em novo maquinário, reciclando é pensar lá na frente em termos ambientais e de saúde da empresa”, destaca.

Muitas vezes são mudanças que não chegam de imediato aos olhos da população. Como exemplo, Serafim cita a redução do desperdício durante o transporte. Para enfrentar o problema, a 3M investiu no design. Modificando o formato dos paletes (estrados de madeira) foi possível acomodar mais produtos em uma só viagem de empilhadeira, reduzindo 9 mil quilômetros de percurso por ano. Além disso, a medida gerou uma economia de 400 toneladas de madeira por ano.

Serafim afirma que os consumidores brasileiros já começaram a notar esse tipo de comportamento empresarial, mas diz que é possível que ele não seja seduzido logo de cara. Mesmo assim, considera importante para os valores e para o futuro da empresa. “A companhia vai fortalecendo sua visão ética e, muitas vezes, acaba se antecipando à legislação. Certamente isso será uma vantagem competitiva.”

Artigo original por Sabrina Bevilacqua no Terra você encontra aqui.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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