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Que Ipad nada, queira um Moleskine!

Semana passada revi um filme que adoro – Dança com Lobos. E a partir dele minha memória puxou para uma série de outros, como Indiana Jones, fotos e artigos de Vincent Van Gogh, Pablo Picasso, Ernest Hemingway, onde eles usavam um elemento que sempre indico para os profissionais que aconselho sobre suas carreiras e trajetórias profissionais: o uso de um caderno sem pauta, o clássico modelo Moleskine. Para aqueles que não são tão inteirados, este modelo de caderno (o original) possui uma capa dura envolvida em um material impermeável, cantos arredondados, uma tira elástica para mantê-lo fechado/aberto e uma lombada que permite permanecer plana quando aberta. Já lembraram?

No atual mundo dos ipads, smartphones, notebooks, netbooks, e por ai vai, onde está o nosso arquivo pessoal de ideias, sentimentos, percepções individuais e íntimas? Cadê o nosso velho diário pessoal? Já repararam que brilhantes artistas, escritores, inventores e profissionais das mais diversas categorias ao lançarem as suas biografias ou mostrarem ao mundo as suas criações vemos que os “rascunhos” vieram deste caderninho?

Estamos dependentes de formulários, tabelas, softwares de gerenciamento de projetos, administradores do tempo e produtividades, e uma infinidade de coisas onde o que sempre queremos é o mais fácil, o mais rápido, o já pronto, e estamos perdendo com o tempo a nossa capacidade de preenchermos e o que fazermos com a nossa página em branco.

Ao iniciar um projeto de coaching ou planejamento de carreira, a primeira coisa que faço é entregar um caderno em branco, sem pauta, o nosso “moleskine”. E a grande maioria dos profissionais pergunta logo em seguida pelos formulários que vou preencher, como será o final do trabalho, e por ai vai, já querem o resultado final antes mesmo de rascunharem a sua obra. E ficam perplexos com um caderno em branco sem pauta.

Aconselho sempre que mantenha este material onde quer que vá. Seja em um ambiente corporativo, pessoal, viagem, pois será nele que registrará sobre a sua vida/carreira. Nele divida consigo mesmo as suas percepções sobre o que acontece a sua volta, seus projetos pessoais e profissionais, suas percepções sobre os lugares e pessoas, sua carreira, enfim converse mais com você mesmo através deste grande amigo, o nosso caderno sem pauta.

Até mesmo porque com a pauta, até o tamanho da nossa letra é determinado por alguma coisa e somos inibidos por estas “fronteiras” a desenvolvermos o nosso próprio mapa mental. Mapa este nosso, somente nosso, de outro somente se quisermos compartilhar. E não corremos o risco de faltar lugar para carregar a bateria ou não termos um sinal de internet para fazer o nosso registro. Pois nele é permitido uma séria de possibilidades: escrever, desenhar, colar, o que você quiser fazer.

Comece este ano a fazer isso, guarde e volte a consultá-lo sem medo de algum vírus ou algum problema no HD corrompê-lo. E veja como sua percepção sobre você irá mudar.

E, no happy hour de hoje, tome um bom vinho e comece a conversar com você desenhando no seu caderno sem pauta. Garanto que uma viagem fantástica terá inicio.

Por Márcio Lopes, o original está aqui.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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