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LaSalle anuncia investimentos no Brasil

A gestora de ativos americana LaSalle Investment Management, que administra quase US$ 53 bilhões em ativos, anuncia seu primeiro negócio no Brasil.

A empresa se tornou uma das investidoras na Guarde Aqui, empresa de armazenamento de móveis e mercadorias controlada pela Equity Internacional, fundo do megainvestidor americano Sam Zell.

O aporte não será feito no negócio, mas nas novas unidades que serão construídas pela companhia.

O investimento no Guarde Aqui foi feito pelo fundo Ranger III, gerido pela LaSalle e composto por recursos do fundo de pensão dos professores do Texas.

O valor e a participação de cada sócio no negócio não foram divulgados. A JLL (Jones Lang La Salle), que atua no Brasil no setor imobiliário, é a dona da LaSalle Investment.

Criado em 2005 pelo americano Mario Fernandes, ex-executivo do Makro no Brasil, a empresa foi vendida em 2011 à Equity International.

Na época, o Guarde Aqui tinha três unidades. Hoje, a companhia soma dez depósitos e prevê chegar a 50 unidades até o início de 2018 – expansão que consumirá cerca de R$ 1 bilhão.

Para financiar esse plano, a Equity formou uma joint venture em dezembro de 2013 com o Morgan Stanley Alternative Investment Partners (AIP), braço de investimentos imobiliários alternativos do banco. O fundo da LaSalle será o terceiro sócio no projeto de ampliação.

O presidente do Guarde Aqui, Allan Paiotti, afirma que a companhia foi procurada por seis fundos estrangeiros nos últimos 12 meses.

Segundo ele, o interesse dos fundos pela empresa se explica pelo potencial de crescimento do setor no Brasil e pela estrutura de governança corporativa criada pela companhia.

“Estamos confortáveis para escolher nossos sócios. Queremos investidores que tenham visão de longo prazo e entendam as particularidades do mercado imobiliário.”

A LaSalle aproveitou o momento de baixa do mercado imobiliário brasileiro e a valorização do dólar em relação ao real para aportar no Brasil.

Segundo Daniel Witte, diretor-geral da LaSalle, a acomodação recente no mercado imobiliário brasileiro pode ajudar a tornar a expansão do Guarde Aqui mais barata. “Hoje, não há tanta disputa pelos terrenos e os preços também estão mais baixos.”

Witte diz que a visão da LaSalle para o negócio de armazenamento de móveis e mercadorias no País é de longo prazo. “A principal razão do nosso investimento é o potencial deste mercado no País”, afirma o executivo.

“Há pouca oportunidade para crescer com aquisições. O mercado deverá ser aberto com novos empreendimentos.”

Evolução

No mercado de armazenamento (ou “self storage”, como o mercado se autodenomina), as empresas dividem grandes galpões em espaços de alguns metros quadrados que podem ser usados para guardar móveis ou como opção de estoque para empresas.

Hoje, existem 130 unidades em funcionamento no País, segundo a Associação Brasileira de Self Storage (Abrass).

Mais de 60% do mercado está concentrado em São Paulo – a ideia do Guarde Aqui é justamente expandir o negócio geograficamente. Nos EUA, há cerca de 52 mil unidades de self storage.

No entanto, segundo o presidente da associação, Flavio Del Soldato, será preciso paciência para que o negócio prospere fora de São Paulo.

“Mesmo aqui tem gente que não usa o self storage por desconhecimento”, diz. “Em outras capitais, como Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre, há mercado a ser explorado, mas todo o trabalho de educação do consumidor precisará ser feito do zero.”

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Esta postagem tem como fonte a Exame.com, onde você pode ler a publicação original neste link.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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