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A melhor e maior especialização do mundo

Por Márcio Lopes

As revistas especializadas em Gestão ou qualquer outro segmento têm por hábito anualmente fazer um ranking dos melhores cursos de especialização (pós, mestrados, doutorados e por ai vai) e as entidades que os oferecem. Os profissionais me consultam perguntando qual curso e que entidade é mais relevante para melhorar a sua empregabilidade e consequentemente o seu valor de mercado. O negócio ensino gera milhões ou até mesmo bilhões de “dinheiros” em todos os cantos do planeta.

Já tem um tempo que começo a perceber que a busca da maior e melhor especialização é irrelevante para a maioria das pessoas e dos profissionais. Isso não gera resultado nem em crescimento de carreira, nem tão pouco aumento da sua remuneração para uma grande parte. É só você se lembrar de um curso de especialização que tenha tomado ou esteja tomando e fazer o exercício de olhar em volta. Qual o percentual de pessoas realmente focadas e comprometidas naquele momento com isso? Garanto que muito pouco. E aí se foi o tempo, dinheiro e outras coisas mais jogadas fora.

Meu filho vai fazer 4 anos este ano. E hoje eu tenho a certeza de que a melhor e maior especialização para um profissional é o exercício de ser pai.

Analisem o desafio de um filho: um projeto que não tem fim, um(a) sócio(a) que vai estar sempre próximo de uma forma ou de outra e com formas de gerir diferentes, mudanças constantes de necessidades e objetivos de todos os envolvidos diretamente, gerenciamento de conflitos, análises financeiras e definição de prioridades, gerenciamento de um universo absurdo de stakeholders em constantes mudanças, gerenciamento próximo dos fornecedores cruciais (escola, médico, por exemplo), acionistas minoritários com sugestões e críticas diversas (avós e família), capacidade de ouvir e interpretar as subjetividades de um olhar e/ou comportamento e podemos sair elencando uma série de outras coisas mais. Mas, o que eu percebo?

A total falta de uma grande parte desses ‘gestores” de assumirem esse papel e a partir daí delegarem para terceiros esta tarefa e responsabilidades. E aí mais um curso de especialização para ser digitado no currículo e não ser assimilado na sua essência – a terceirização da responsabilidade de gerir este projeto para outros e não assumir o seu real papel de Gestor.

Não me venha com essa de que falta tempo, pois tem gente que até babá folguista de final de semana tem. Viaja com enfermeira e babá para os quatro cantos do mundo. É como você transferir a responsabilidade do maior projeto profissional da sua vida para um menor aprendiz ou estagiário(a) por que você não tem tempo de rever o seu PDCA. Atribuir a responsabilidade de um projeto impactante para um fornecedor/terceiro incapaz.

E o que percebo é justamente esse traço de transferência de responsabilidade que os profissionais não estão assumindo. Pois, atrelam sempre a fatores extra empresa o insucesso daquela ação ou daquele planejamento mal estruturado. Erro! A culpa e a responsabilidade são suas, Gestor! É sua, Líder! Você tem que estar próximo e presente junto a sua equipe e a todos que envolve um projeto para que ele e você sejam vitoriosos.

Resultado financeiro é importante, sim, mas são nos momentos cíclicos que vemos o quanto uma gestão e estratégia bem feita consegue perdurar uma Organização por muitos e muitos anos.

Por que hoje as mulheres estão assumindo o papel de liderança em muitas Organizações? Já se perguntaram o que elas tem de diferente? E vejam como aqueles “bons” pais são excelentes profissionais e líderes.

Bom final de semana e hoje, no happy hour, converse com seu/sua sócia e analisem como está o projeto de vocês e a melhor escolha para uma especialização.

Publicação original por Márcio Lopes está aqui.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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