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Namorar colega de trabalho é permitido por lei

Pela Constituição, empresas não podem proibir relacionamentos.

Troca de olhares por cima dos computadores, encontros casuais na sala do cafezinho, recadinhos pelo e-mail corporativo… Também existem casais apaixonados dentro das empresas. E ao contrário do que muita gente pensa, tentar proibir relacionamentos amorosos entre funcionários é inconstitucional.

“O Artigo 5º, no Inciso X da Constituição Federal diz que são invioláveis a intimidade e a vida privada das pessoas, isto é, a empresa não pode ditar regras a esse respeito”, diz a advogada trabalhista Ariadne Santana, da BCM Advogados. Mas veja bem. Namorar colega de trabalho é diferente de namorar colega no trabalho. Nada de pegação nos corredores ou encontros furtivos no estacionamento da empresa!

“O ideal é que os pombinhos evitem contato físico no ambiente de trabalho. Demonstrações de carinho muito exacerbadas são passíveis de demissão por justa causa”, alerta a advogada. E isso também está previsto em lei, no Artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O limite entre o que pode ou não, porém, cabe a cada empresa decidir, por  regimento interno. Só não pode proibir o relacionamento, demitir ou mudar um dos namorados de setor, a menos que eles peçam.

Para a Ford, o tema nunca foi problema, como conta o gerente de Recursos Humanos Marcos Ângelo: “Boa parte dos empregados fica mais tempo aqui do que em casa. E a gente preza por relações saudáveis. O ambiente de trabalho fica mais agradável”.

Marcos nunca namorou uma colega de trabalho, mas diz que já perdeu a conta de quantos casais há na empresa. Um deles é formado pelo supervisor de desenvolvimento Ricardo Cerqueira e pela analista de RH Déborah Maria Karr Leite. Eles se conheceram quando ele participou de um treinamento no setor dela, em 2004, mas o interesse foi só da parte de Ricardo.

Como a empresa é grande, os dois não se encontravam muito e foi só em 2009, após uma reunião no setor de Déborah que o rapaz conseguiu alguma atenção da moça. Eles saíram algumas vezes, começaram a namorar e hoje são casados.

Sobre o relacionamento com um colega de trabalho, Déborah conta que ficou meio receosa no início, mas acabou vendo mais vantagens que desvantagens. “A gente pode conversar usando vários termos técnicos da empresa e se entender bem”. Ele também relata uma insegurança inicial. “Não sabia exatamente qual era a política da empresa, mas como ela é do RH, tem mais acesso a essas informações. Conversamos e relaxei”.

A história de amor da bacharela em Comunicação Graziela Costa também começou no ambiente de trabalho. Ela e o marido trabalhavam juntos numa empresa de call center quando começaram a namorar. “Um dia a gente se encontrou na copa e ele disse: ‘que sorriso lindo’”, conta ela, que foi pedida em namoro na escada do trabalho. Nos dois casos, os colegas de trabalho incentivaram e vibraram com os relacionamentos, mas beijinhos e carinhos “só da catraca para fora”, segundo Déborah. “Sempre tive muito medo de me expor”, emenda Graziela.

Cuidados 

Mas não é porque hoje é Dia dos Namorados que vamos sair por aí propagando que o amor no ambiente de trabalho é lindo e pronto. Ele pode ser perigoso. O administrador Paulo Dantas tem péssimas recordações do relacionamento amoroso com Ricardo, selecionado para o mesmo cargo que ele numa empresa de telefonia.

Eles se conheceram na seleção para as vagas e acabaram se aproximando. Uma carona acabou em beijo e os dois iniciaram um namoro de um ano. Depois disso, resolveram se casar e os colegas de trabalho receberam a notícia muito bem. “Eles que organizaram o chá de casa nova”, conta.

Os dois tinham a mesma função e Paulo era uma “mão na roda” para o companheiro. “Ele era meio burro, e eu acabava fazendo o trabalho dos dois”, ri o administrador. Mesmo assim, Ricardo traiu Paulo e o relacionamento acabou. “Quando terminamos, eu não conseguia mais trabalhar. Ia receber uma promoção para ganhar o dobro, mas pedi demissão”, relata.

E se você pretende investir em alguém do trabalho, selecionamos dicas de paqueras dos personagens desta reportagem. Com eles funcionou…

Paquerando o colega

Calma: antes de tudo, lembre-se que não precisa de afobação na conquista, afinal, você encontra com a pessoa todos os dias
Rotina:  conhecer a rotina do colega e tentar, acidentalmente, sair para lanchar no mesmo horário também é uma boa
Almoço: no restaurante da empresa, comece a sentar na mesma mesa que ele (a) e puxe uma conversa
Proximidade: arrume coisas para fazer nas proximidades da mesa ou do setor da pessoa. Mas com moderação. Ir até lá toda hora vai soar obssessivo de sua parte, além de atrapalhar seu rendimento no trabalho
Opinião: se ele(a) tem uma função semelhante ou superior à sua, é sempre bom pedir uma opinião sobre aquele item do relatório
Ônibus: se sua empresa tem ônibus corporativo, sente perto da pessoa

Original de Priscila Chammas no Correi da Bahia você encontra aqui.
 

E você, já passou pela experiência de namorar alguém no trabalho?

Conte a sua história!

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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