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Risco identificado e tratado. Ou não!

Uma proposta feita, um desafio lançado e aceito. Como cada bolo tem ingredientes diferentes, estes foram elementos suficientes para dar inicio ao ciclo de um novo projeto: montar um blog.

Feitas as análises iniciais, discutidos os objetivos, o escopo e as metas, que ajudam delimitar as premissas e restrições, acaba-se por fazer um rascunho do famoso project charter, que no fim é incrementado com uma estimativa de orçamento e de cronograma. E assim fecha a iniciação!

Rabisca-se então uma rudimentar e simples EAP, pensando somente nos milestones principais, sem entrar muito na decomposição de cada um, uma vez que o produto final do projeto não é especialidade de nenhum dos envolvidos e já está sacramentado que será necessário uma boa dose de pesquisa e estudo sobre o assunto, para que se possa determinar corretamente todas as suas etapas e entregáveis. Amigos são consultados, é feita pesquisa na internet, alguns livros e revistas comprados, buscando assim a opinião dos famosos especialistas. Depois de espremer todo o material estudado, agora é possivel ter uma noção mais apurada do que será preciso fazer e é hora de melhorar a definição do escopo e  traçar alguns planos, especialmente o de comunicação. Linha de base definida, game over para o planejamento.

Após pesquisar fornecedores para a hospedagem do blog, as propostas são analisadas com base nos critérios estabelecidos para o serviço desejado, e então é contratada a hospedagem. Como o escopo prevê integração do blog com algumas redes sociais, são necessárias criar novos cadastros. Nada como um pouco de aquisições! Em seguida você, ou melhor, o GP e equipe passam dias preparando o conteúdo, o layout gráfico, preparando a dita “socialização” com as redes sociais, implantando alguns diferenciais e virando noites quebrando a cabeça e realizando diversos testes para que tudo esteja funcionando corretamente. Tudo pronto e testado, diga adeus à execução e ao monitoramento e controle.

Agora só falta encerrar o projeto entregando o produto: hora de iniciar a divulgação do blog, pondo em prática também a parte final do plano de comunicação. Aparentemente tudo corre como planejado, a divulgação começa e os acessos e interesse ao blog aparentemente evoluem melhor que a estimativa mais provável!

Mas aí vem o inesperado. Um risco que tinha sido devidamente identificado, quantificado e tratado na esperança que tivesse sido efetivamente isolado por conta do seu impacto altamente negativo ao projeto, resolve provar que a lei de Murphy é implacável. Lembra do serviço de hospedagem criteriosamente escolhido?  Por conta deste risco, dois destes critérios eram justamente a confiabilidade e estabilidade do serviço. No entanto, poucas horas após a divulgação do blog o serviço falha, deixando-o  fora do ar e frustrando as expectativas de todos os stakeholders. Agora é partir para o plano de contingência!

Este ensaio foi inspirado no evento ocorrido hoje, dia seguinte à divulgação do BIG. Tenho certeza que este tipo de situação infelizmente não é privilégio apenas desse projeto!
E você, já passou por experiência semelhante? Compartilhe!

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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