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Rodoanel tem viaduto construído com tecnologia portuária

Sistema com uso de cantitravel elimina etapas construtivas e reduz deslocamento de mais de 4,5 milhões de m³ de terra.

A obra do encontro leve estruturado do trecho leste do Rodoanel possui tecnologia portuária que permite a cravação das estacas de sustentação de forma aérea, ou seja, sem contato com o solo. O encontro leve é um viaduto de 8,8 km de extensão que está sendo construído em Suzano (SP), sobre as várzeas dos rios Tietê e Guaió. A execução dele é feita com auxílio de uma máquina chamada cantitravel. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), é a primeira vez que esse equipamento, geralmente utilizado em obras portuárias, é usado para construção de uma rodovia.

Na manhã desta quinta-feira (19), as obras do viaduto foram visitadas pelo governador Geraldo Alckmin, que destacou a solução adotada, principalmente por reduzir o impacto ambiental nas várzeas, que recebem as cheias dos rios. Nesse trecho do Rodoanel, as pistas serão suspensas e o uso do cantitravel evitará o deslocamento de 4,5 milhões de m³ de terra, quantidade equivalente a dois estádios do Macaranã cheios, segundo a Artesp.

Se a execução fosse feita por meio do sistema convencional, seria necessário executar dragagem, escavações ou aterros para execução dos blocos de fundação e, a partir daí, pilares e a estrutura seriam construídos. Com a tecnologia adotada, essas intervenções são dispensadas e a estaca é o próprio pilar do viaduto. Ao todo, serão utilizadas 2.880 estacas, 8.640 vigas, 183 mil m³ de concreto e 22 mil toneladas de aço.

O encontro leve estruturado terá 8,8 km de extensão e será complementado por mais dois viadutos, que atravessarão as rodovias Henrique Eroles e Ayrton Senna, totalizando 12 km. Assim, será a maior ponte do Estado de São Paulo e a segunda do País, atrás apenas da Ponte Rio Niterói, com 13 km.

O investimento para a construção das pistas suspensas será de R$ 380 milhões. José Alberto Bethônico, diretor de engenharia da concessionária SPMar, empresa do Grupo Bertin que administra o trecho sul e está construindo o trecho leste do Rodoanel, explica que o custo por m² será um pouco superior ao sistema convencional. Mas, o prazo de execução será menor, garantindo a entrega no prazo. Além disso, a obra será sustentável, como exigia o governo.

Ao todo, o trecho leste do Rodoanel custará R$ 2,8 bilhões e será concluído em março de 2014. O diretor de engenharia da SPMar afirmou que as obras estão dentro do cronograma e o encontro leve deverá ser entregue cerca de um mês antes desse prazo.

 

Divulgação: Governo de São Paulo
Divulgação: Governo de São Paulo
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Divulgação: Governo de São Paulo
 
Original por Romário Ferreira na PINIWeb está aqui.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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