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Sai o primeiro LEED Ouro EB O&M do Brasil

A certificação de operação e manutenção é oportunidade para reduzir o impacto ambiental dos edifícios e garantir qualidade de vida aos ocupantes.

Pela primeira vez no país, um edifício existente, depois de aprimorar várias técnicas para a redução de seu impacto ambiental na fase de uso e manutenção, obteve a certificação LEED nível Gold concedida pelo U.S. Green Building Council. Construído em 2009, o edifício JK 1455 – triple A localizado na avenida Juscelino Kubitscheck, em São Paulo, passou os últimos dois anos adequando-se às exigências do LEED EB O&M.

“No primeiro ano, o trabalho concentrou-se na obtenção de dados, fornecimento de documentos e ajustes para o início das medições. Depois, houve o engajamento dos usuários e das equipes e a implementação das políticas”, afirma Hilton Rejman, diretor de Desenvolvimento da CCP.

O envolvimento e mudança de hábitos dos usuários do edifício foram potencializados por programa educacional de divulgação das ações, visando o baixo impacto ambiental. A BRC, empresa gestora do JK 1455, foi a encarregada de gerenciar esse trabalho e a OTEC responde pela consultoria de sustentabilidade. “Com a conquista do LEED EB O&M Gold, o edifício JK 1455 é uma prova de que a gestão de facilities de excelência pode incorporar enorme valor ao empreendimento”, afirma David Douek, diretor da OTEC.

Ele destaca o fato de que, mesmo não tendo buscado a certificação durante as fases de projeto e de obra, o empreendimento, graças a uma operação e manutenção ambientalmente responsáveis e agressivas do ponto de vista de eficiência energética, pode ter percebido todo o valor que o edifício tem perante o meio ambiente e a sociedade.

“A BRC, um braço de gestão de facilities da Cyrela, ao receber a segunda certificação LEED EB O&M – a primeira acaba de ser concedida ao Edifício Faria Lima Square, na modalidade Silver – é a única a ter dois empreendimentos diferentes com a certificação”, ressalta Douek, que entende que “o sucesso alcançado é fruto de trabalho dedicado de toda a equipe que se envolveu no processo”.

EXIGÊNCIAS

De acordo com o consultor, a certificação LEED de uso e operação é uma importante oportunidade para reduzir o impacto ambiental dos edifícios existentes e garantir qualidade de vida aos seus ocupantes. “Os objetivos são claros e vão da redução de consumo de energia e de água, de manutenção da qualidade interna do ar, de implantação de políticas de gerenciamento de compras e de resíduos, ao incentivo à redução de emissão de gases de efeito estufa”, comenta.

Assim como na certificação LEED NC (New Construction), a EB O&M também considera quatro diferentes níveis de certificação (Certificado, Prata, Ouro e Platina), e tem por base um sistema de pontuação que considera o máximo de 110 pontos.

“Para a obtenção da certificação, o edifício deve atender a pré-requisitos e a créditos que geram os pontos. Os pré-requisitos estão relacionados a níveis mínimos de eficiência energética, consumo de água, não utilização de CFC nos sistemas de condicionamento de ar e outros. Os créditos premiam medidas como a implantação de comissionamento, coleta seletiva de resíduos, compras sustentáveis e limpeza verde”, explica Douek, que continua: “São várias as estratégias capazes de contribuir com os objetivos a serem alcançados, tais como equipamentos de ar-condicionado e iluminação artificial eficientes para o desempenho energético e metais economizadores, no caso da redução de consumo de água”.

REQUISITOS COMPLEMENTARES

Outras ações, como a implantação de estratégias de incentivo à utilização de formas alternativas de transporte para os usuários, a exemplo da carona solidária ou bicicletas, respondem pela obtenção de pontos no processo de certificação. Uma das medidas que ajudam na obtenção de créditos, o monitoramento do desempenho do edifício, favorece também a identificação de desvios na operação, possibilitando a implantação de medidas corretivas que impactam positivamente o meio ambiente e as contas de consumo.
Para buscar a certificação, o edifício deve estar ocupado há, pelo menos, um ano e comprovar, durante o chamado período de performance, o desempenho especificado. O período de monitoramento é de, no mínimo, três meses, à exceção do desempenho energético, a ser monitorado por um ano. A recertificação pode ser solicitada após um ano da certificação inicial.

“O LEED EB O&M, além dos benefícios ambientais favorece, em função das metas a serem alcançadas, valiosos benefícios humanos e retorno financeiro em função das economias geradas”, conclui Douek.

Leia aqui a reportagem original pela Redação AECweb / e-Construmarket.

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Sobre Carlos Galassi

Arquiteto formado pela FAU/UFBa, possui especialização (MBA) em Gerenciamento de Projetos na FGV. Tem ampla experiência na implantação, gerenciamento e manutenção predial de empreendimentos de grande porte da Construção Civil, já tendo desempenhado estas atividades fora do Brasil. Além de Desenvolvedor e Editor do BIG, atua como Voluntário no PMI Capítulo Bahia como Diretor de Comunicação e Marketing e é sócio da OCA Solutions, empresa de consultoria empresarial.

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